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Espaçonaves de Ciência planetária

   

A lista a seguir contém espaçonaves de interesse da ciência planetária. Está longe de ser completa (veja abaixo para mais detalhes). Muito do material a seguir foi adaptado do sci.space FAQ .

Missões passadas

Luna 2
impacto na superfície da Lua 1959 (URSS)

Luna 3
primeiras fotografias do lado oculto da Lua 1959 (URSS) 
 
Mariner 2
a primeira sonda a sobrevoar com sucesso Vênus em dezembro de 1962, e coletou informações que confirmaram que Vênus é um mundo muito quente (800 graus Fahrenheit, agora revisado para 900 graus F.) com uma atmosfera coberta por nuvens e composta principalmente de gás carbônico.

(mais informação no NASA Spacelink)  

Mariner 3
lançada no dia 5 de novembro de 1964, foi perdida quando sua cobertura protetora não foi ejetada e ela foi lançada no espaço interplanetário. Incapaz de coletar a energia do Sol com seus painéis solares, a sonda logo morreu quando suas baterias acabaram e está agora em órbita solar. Era planejado um sobrevôo de Marte com a Mariner 4. 
 
Mariner 4
a sonda irmã da Mariner 3, chegou a Marte em 1965 e tirou as primeiras imagens em detalhe da superfície marciana (22 ao todo) enquanto sobrevoava o planeta. A sonda encontrou um mundo repleto de crateras e com uma atmosfera mais tênue que se imaginava previamente. Muitos cientistas concluíram deste levantamento preliminar que Marte era um mundo "morto" tanto geologicamente quanto biologicamente. 
 
Mariner 9
Mariner 9, a sonda irmã da Mariner 8 que falhou no lançamento, se tornou a primeira nave a orbitar Marte em 1971. Mandou informações sobre o Planeta Vermelho que nenhuma outra sonda tinha feito antes, e revelou enormes vulcões na superfície marciana, como também sistemas de canyons gigantescos, e comprovou que a água fluiu em algum momento no passado do planeta. A sonda também enviou as primeiras imagens em detalhes das duas luas pequenas de Marte, Phobos e Deimos
 
Apollo
6 aterrissagens tripuladas na Lua e recolheu amostras do solo entre 1969-72. (A sétima aterrissagem, Apolo 18, foi cancelada por razões políticas)

(A "home page" da Apollo; Missões Apollo)  

Luna 16
recolheu amostras da Lua de forma automatizada 1970 (URSS) 
 
Pioneer 10 e Pioneer 11
A Pioneer 10 foi a primeira espaçonave a sobrevoar Júpiter em 1973. A Pioneer 11 a seguiu em 1974, e então se tornou a primeira sonda a estudar Saturno em 1979. As Pioneers foram projetadas para testar a habilidade das espaçonaves em sobreviver a passagem pelo cinturão de asteróides e a magnetosfera de Júpiter. O cinturão de asteróides foi fácil, mas elas quase foram fritadas pelos íons aprisionados no campo magnético de Júpiter. Esta informação era crucial para o sucesso das missões Voyager.

A fonte de energia RTG da Pioneer 11 está exaurida. Sua última comunicação com a Terra foi em novembro de 1995. A Pioneer 10 ainda está funcionando (pouco) mas já não está sendo acessada regularmente devido aos cortes no orçamento. Os últimos dados foram recebidos dela no dia 31 de março de 1997. Elas estão no espaço interstelar, as primeiras naves a fazerem isto.

Como foram as primeiras duas espaçonave a deixar o nosso sistema solar, as Pioneer 10 & 11 levam uma mensagem gráfica na forma de uma placa de ouro anodizada com 6 por 9 polegadas soldada à armação principal da espaçonave.

(Home page do Projeto Pioneer e mais sobre a Pioneer 10 e Pioneer 11 no NASA Spacelink)  

Mariner 10
Usou Vênus como auxílio gravitacional para atingir Mercúrio em 1974. A sonda enviou as primeiras imagens detalhadas da atmosfera venusiana em ultravioleta, revelando detalhes não vistos previamente na cobertura de nuvens, e também o fato de que o sistema inteiro de nuvens circunda o planeta em quatro dias terrestres. A Mariner 10 fez três sobrevôos em Mercúrio de 1974 a 1975 antes de faltar combustível para o controle de atitude. A sonda revelou Mercúrio como um mundo altamente cheio de crateras e com uma massa muito maior que se pensava. Isto pareceria indicar que Mercúrio tem um núcleo ferroso que compõe 75 por cento do planeta inteiro.

(mais no JPL e no JPL )  

Venera 7
Primeira sonda a enviar dados da superfície de outro planeta (Vênus) em 1970. 
 
Venera 9
aterrissagem suave em Vênus, imagens da superfície 1975. (URSS) Esta foi a primeira espaçonave a pousar na superfície de outro planeta. 
 
Pioneer Venus
1978; orbitador e quatro sondas atmosféricas; fez o primeiro mapa de alta qualidade da superfície de Vênus.

(mais informações do NASA Spacelink; e da NSSDC um tutorial da UCLA)  

Viking 1
A Viking 1 foi lançado do Cabo Canaveral, Flórida no dia 20 de agosto de 1975 em um foguete TITAN 3E-CENTAUR D1. A sonda entrou em órbita marciana no dia 19 de junho de 1976, e o módulo de descida pousou nos declives ocidentais de Chryse Planitia no dia 20 de julho de 1976. Logo começou sua procura programada de micro-organismos marcianos (há ainda debate se as sondas acharam vida lá ou não), e mandou de volta imagensincríveis coloridas de seus arredores. Um coisa que os cientistas aprenderam foi que o céu de Marte era rosado e, não azul escuro como pensavam originalmente (o céu é rosa devido a luz solar que reflete nas partículas de pó avermelhadas na tênue atmosfera). O módulo de descida pousou entre um campo de areia vermelha e pedregulhos que se estendia até onde suas máquinas fotográficas puderam observar. 
 
Viking 2
A Viking 2 foi lançada no dia 9 de setembro de 1975, e chegou na órbita marciana no dia 7 de agosto de 1976. O módulo de descida pousou no dia 3 de setembro de 1976 em Utopia Planitia. Essencialmente realizou as mesmas tarefas que sua irmã, com a exceção de que seu sismógrafo trabalhou, registrando um martemoto.

Os últimos dados da Viking (Módulo 1) foram transmitidos para a Terra. 11 Nov 1982. Os controladores do JPL tentaram sem sucesso durante outros seis meses e meio recuperarem o contato com Módulo 1 da Viking. A missão global terminou em 21 de maio de 1983.

Uma nota interessante: o módulo 1 da Viking foi batizado como Memorial Thomas A. Mutch em honra do recente líder do time de imagens do módulo. Foi confiada ao Museu Nacional do Ar e Espaço em Washington, DC a custódia da Placa da Estação Mutch até que possa ser presa ao módulo por uma expedição tripulada.

(mais info (pdf) e uma web page no JPL)  

Voyager 1
A Voyager 1 (imagem no topo) foi lançada em 5 de setembro de 1977, passou por Júpiter no dia 5 de março de 1979 e por Saturno no dia 13 de novembro de 1980. A Voyager 2 foi lançada em 20 de agosto de 1977 (antes da Voyager 1), e passou por Júpiter no dia 7 de agosto de 1979, por Saturno no dia 26 de agosto de 1981, por Urano no dia 24 de janeiro de 1986, e por Netuno no dia 8 de agosto de 1989. A Voyager 2 tirou proveito de um raro alinhamento que só ocorre a cada 189 anos para ser estilingada no seu caminho de um planeta exterior para o outro. A Voyager 1 poderia, a princípio, ter sido direcionada para Plutão, mas o JPL optou por uma coisa mais certa que era sobrevoar Titan.

Entre as duas sondas, nosso conhecimento dos 4 planetas gigantescos, os satélites deles, e seus anéis ficaram imensos. As Voyager 1 & 2 descobriram que Júpiter tem uma complicada dinâmica atmosférica, raios e auroras. Foram descobertos três satélites novos. Duas das maiores surpresas foram que Júpiter tem anéis e que Io tem vulcões sulfurosos ativos, com efeitos principais na magnetosfera joviana.

Quando as duas sondas chegaram a Saturno, elas descobriram mais de 1000 pequenos anéis e 7 satélites, inclusive os satélites pastores previstos que mantêm os anéis estáveis. O tempo era dócil comparado com Júpiter: fluxos de jato volumosos com uma mínima variação (um ciclo de 33 anos da grande mancha branca já era conhecida). A atmosfera de Titan era enfumaçada. A aparência de Mimas era assustadora: uma cratera de impacto volumosa dava a ela o aspecto da Estrela da Morte. A surpresa grande aqui foram os aspectos mais estranhos dos anéis. Tranças, dobras, e raios eram inesperados e difíceis de explicar.  

Voyager 2
A Voyager 2, graças a engenharia heróica e esforços de programação, continuou a missão para Urano e Netuno. Urano era altamente monocromático em aspecto. Uma raridade foi que descobriu-se que seu eixo magnético era altamente inclinado em relação ao já completamente inclinado eixo rotacional, dando para Urano uma peculiar magnetosfera. Foram achados canais frios em Ariel, e Miranda era um colcha de retalhos estranha de terrenos diferentes. Foram descobertos mais 10 satélites e um anel.

Em contraste com Urano, achou-se em Netuno um tempo bastante ativo, inclusive numerosas traços de nuvens. Os arcos de anel se mostraram ser remendos luminosos de um anel. Dois outros anéis, e 6 outros satélites, foram descobertos. O eixo magnético de Netuno também é inclinado. Triton tem a aparência de um melão e tem gêiseres. (O que é líquido à 38K?)

Se nenhum problema imprevisto acontecer, nós poderemos manter comunicações com ambas espaçonaves até pelo menos o ano 2030. Ambas Voyagers têm bastante hidrazina -- espera-se que a Voyager 1 tenha bastante propelente até 2040 e a Voyager 2 até as 2034. O fator limitante são os RTGs (geradores térmicos de rádio-isótopos). O poder produzido pelos RTGs está caindo a cada ano lentamente. Antes de 2000, não haverá bastante potência para o instrumento UVS (espectrômetro ultravioleta). Antes de 2010, a potência terá caído tanto que nem todos os instrumentos de campos e de partículas poderão ser usados ao mesmo tempo. Um plano de compartilhamento de energia entrará então em vigor, onde alguns dos instrumentos de campos e partículas serão ligados e outros desligados. A espaçonave pode durar neste modo outros 10 anos, após o que a energia estará provavelmente muito baixa para manter a espaçonave.

(Home page do ProjetoVoyager no JPL; outra boa "home page" na NSSDC; folhas de fato e uma web page do JPL)  

Vega
Projeto internacional VÊNUS-HALLEY, lançada em 1984, levou um orbitador a Vênus e um módulo de descida e fez um sobrevôo no Cometa Halley.

(Home Page da Missão Vega) 

Phobos
Duas espaçonave foram lançadas pela URSS em 1988. Uma falhou sem deixar rastro. Algumas imagens foram enviadas antes da segunda falhar também.

(Home page da Missão Phobos)  

Giotto
A Giotto foi lançada por um Ariane-1 da ESA no dia 2 de julho de 1985, e se aproximou a 540 km +/- 40 km do núcleo de Cometa Halley no dia 13 de março de 1986. A espaçonave levou 10 instrumentos inclusive uma máquina fotográfica multicores, e enviou dados até um pouco antes da maior aproximação, quando a comunicação foi temporariamente perdida. A Giotto foi danificada severamente devido aos encontros de alta velocidade com a poeira durante o sobrevôo e foi colocada logo depois em hibernação.

Em abril de 1990, a Giotto foi reativada. 3 dos instrumentos provaram estar completamente operacionais, 4 parcialmente danificadas mas utilizáveis, e o resto, inclusive a máquina fotográfica, inutilizadas. No dia 2 de julho de 1990, a Giotto fez uma aproximação na Terra e foi redirecionada para um sobrevôo com sucesso no cometa Grigg-Skjellerup no dia 10 de julho de 1992.

(mais info na NSSDC)  

Clementine
Uma missão em conjunto da Ballistic Missile Defense Organization (antigamente SDIO) e a NASA para testes de vôo em sensores desenvolvidos por Lawrence Livermore para BMDO. A espaçonave, construída pelo Laboratório de Pesquisa Naval, foi lançada no dia 25 de janeiro de 1994 para uma órbita de 425 km por 2950 km na Lua numa missão de mapeamento de 2 meses. Os instrumentos a bordo incluem câmeras UV a meio-IR, inclusive uma câmra lidar que pode também obter dados altimétricos das latitudes medianas da Lua. No começo de maio a espaçonave era para ter sido retirada da órbita lunar para realizar um sobrevôo no asteróide 1620 Geographos mas um falha não permitiu a tentativa.

Controladores de terra recuperaram o controle da espaçonave. Sua potencial missão futura está sendo considerada.

(para mais informação veja o home page da Missão Clementine no USGS e a página da Clementine na NASA PDS ou A Missão Clementine no LPI.)  

Mars Observer
Um orbitador de Marte incluindo uma máquina fotográfica com resolução de 1.5 m/pixel. Lançado em 25/9/92 em um lançador Titan III/TOS. O contato foi perdido com a MO em 21/8/93 enquanto ela estava se preparando para entrar em órbita de Marte. A espaçonave foi dada como perdida (análise pós-morte). A Mars Global Surveyor, uma missão de substituição para atingir a maioria das metas científicas da MO, teve muito êxito. 
 
Magellan
Lançada em maio de 1989, a Magellan mapeou 98% da superfície de Vênus numa resolução melhor que 300 metros e obteve um mapa do campo gravitacional de 95 por cento do planeta. A Magellan executou um programa de aerofrenagem de 80 dias para baixar e tornar circulara sua órbita. A Magellan completou seu mapeamento por radar e a coleta de dados gravitacionais. No outono de 1994, pouco antes dela falhar devido a deterioração em seus painéis solares, a Magellan foi lançada deliberadamente na atmosfera de Vênus a fim de estudar melhor as técnicas de aerofrenagem que podem trazer poupanças consideráveis em combustível nas missões futuras.

(mais info (pdf), uma web page e outra web page do JPL; folha de fato na NSSDC)  

Galileo
Orbitador de Júpiter e sonda atmosférica. Fez pesquisas extensas das luas Jovianas e a sonda desceu na atmosfera de Júpiter para fornecer nossa primeira evidência direta do interior de um gigante gasoso.

Além disso, a Galileo enviou as primeiras imagens de dois asteróides, 951 Gaspra e 243 Ida, enquanto estava em trânsito para Júpiter. Também enviou imagens do impacto do Cometa SL9 sobre Júpiter de seu ponto de vista sem igual.

Galileo foi lançado deliberadamente para dentro de Júpiter em 2003 de forma a prevenir qualquer possibilidade de que viesse a colidir com Europa e então contaminar qualquer vida que pudesse estar lá.

(Education and Public Outreach (imagens!); Home page da Galileo; Home page da Sonda Galileo no ARC; web page; página da NSSDC; Resultados preliminares da Sonda Galileo no JPL e no LANL)  

Mars 96
um orbitador grande com vários módulos de descida, originalmente conhecido como Marte 94. Lançamento fracassou em 17 de novembro de 1996. (O Marte 96 original era durante algum tempo conhecido como Marte 98 e então cancelado.) (mais info da MSSS e da IKI (Rússia)
  
Pathfinder
A Mars Pathfinder (antigamente conhecido como o Mars Environmental Survey, ou MESUR, Pathfinder) foi a segunda das missões de descoberta planetárias de baixo custo da Nasa. A missão consistiu em um módulo de descida estacionário e um robô de superfície conhecido como Sojourner. A missão teve o objetivo primário de demonstrar a viabilidade de aterrissagens baratas na exploração da superfície marciana. Este objetivo foi atingido através de testes de comunicação entre o robô e o módulo, e o módulo e a Terra, e testes dos dispositivos de imagem e sensores.

Os objetivos científicos incluíam o estudo da entrada na atmosfera, imagens de longo alcance e close-ups da superfície, sendo o objetivo principal era avaliar o ambiente marciano para exploração futura. A astronave entrou na atmosfera marciana sem entrar em órbita ao redor do planeta e pousou em Marte com a ajuda de pára-quedas, foguetes e airbags, enquanto tirava medidas atmosféricas no caminho. Antes de pousar, a astronave estava fechada dentro de três painéis solares triangulares (pétalas) que se abriram depois que a nave pousou para liberar o robô.

A Mars Pathfinder foi lançada em 4 de dezembro de 1996 e pousou com sucesso em Marte no dia 4 de julho de 1997. Tanto o módulo quanto o robô superaram o seu tempo previsto de vida. O módulo em quase três vezes e o robô em quase 12 vezes.

Do pouso até a sua última transmissão final, em 27 de setembro de 1997, a Mars Pathfinder enviou 2,3 bilhões de bits de informação, incluindo mais que 16.500 imagens a partir do módulo e 550 imagens a partir do robô, assim como mais que 15 análises químicas de pedras e do solo e um grande número de informações meteorológicas. As descobertas das pesquisas feitas pelos instrumentos científicos tanto do módulo quanto do robô sugerem que Marte foi em algum momento no passado quente e úmido, com água existindo na forma líquida e uma atmosfera mais densa.

(Home page da MPF no JPL; mais info na NSSDC; imagens e boletins de imprensa no MSFC; Observador de Marte, reunindo as comunidades de observadores amadores e profissionais de Marte para dar suporte de observação à missão Mars Pathfinder)  

NEAR
A missão NEAR - Near Earth Asteroid Rendezvous (ou Encontro de Asteróide Próximo à Terra) promete responder perguntas fundamentais sobre a natureza de objetos próximos da Terra como asteróides e cometas.

Lançado a bordo de um foguete Delta 2 no dia 17 de fevereiro de 1996, a espaçonave NEAR tinha como objetivo principal estudar o asteróide 433 Eros ficando em sua órbita durante um ano pelo menos. Antes de chegar ao seu destino fez um sobrevôo sobre o asteróide 253 Mathilde em 27 de junho de 1997 e enviou imagens e outros dados dos instrumentos de bordo. O primeiro encontro com Eros aconteceu em 23 de dezembro de 1998, quando a NEAR sobrevôou o asteróide a 3.287 km e enviou imagens e dados do espectrógrafo infravermelho. A inserção na órbita de Eros ocorreu em 14 de fevereiro de 2000. Após rastrear o corpo rochoso durante um ano, e chegar a estar tão próximo quanto 5,3 km de altitude, a NEAR finalmente pousou no asteróide em 12 de fevereiro de 2001. Ela foi a primeira espaçonave a pousar em um astreróide. Após o pouso, a espçonave continuou a operar até o contato final que foi em 28 de fevereiro de 2001. Uma última tentativa de contato com a espaçonave ainda foi tentada em 10 de dezembro de 2002, porém não obteve sucesso.

(mais info na NSSDC; mais na Universidade John Hopkins)  

Lunar Prospector
A Lunar Prospector, a primeira missão de NASA para a Lua em quase 30 anos, foi lançada em 6 de janeiro de 1998. No dia 11 de janeiro de 1998 a espaçonave entrou em órbita da Lua e no dia 13 de janeiro de 1998 começou o seu trabalho de mapeamento da Lua. Após um ano em órbita, o controle da missão resolveu mudar a sua órbita e aproveitar a fase de missão estendida para preencher algumas lacunas deixadas pelo mapeamento da Clementine. A espaçonave continuou sua missão de mapeamento da Lua até o dia 31 de julho de 1999, quando deliberadamente foi lançada sobre uma cratera permanentemente na sombra da lua, próxima ao pólo sul lunar. Este impacto tinha o objetivo de tentar detectar a presença de água em forma de gelo no pólo lunar, infelizmente nenhum dos observatórios que estavam acompnahando o impacto pode perceber a esperada nuvem de fragmentos de gelo.

(Bem-vindo à Lua, home page da Lunar Prospector); mais na NSSDC

Missões contínuas

Voyager 1 e 2
ainda operacionais depois de mais de 15 anos no espaço estão viajando fora do Sistema Solar. É esperado que os dois Voyager durem pelo menos até o ano 2015 quando o radioisótopo dos geradores termoelétricos (RTG) devem se exurir e parar de fornecer energia. As trajetórias delas dão evidências negativas sobre possíveis planetas além de Plutão. A próxima descoberta científica principal delas deveria ser a extensão da heliopausa. As emissões de rádio de baixo-freqüência que acredita-se ser originadas na heliopausa foram detectadas por ambas Voyagers.

As Voyagers estão usando os espectrômetros ultravioletas delas para mapear a heliosfera e estudar o vento interstelar entrante. Os detectores de raio cósmicos estão vendo os espectros de energia de raios cósmicos interstelares na heliosfera exterior.

A Voyager 1 passou pela Pioneer 10 e passou a ser agora o objeto feito pelo homem mais distante no espaço.

(mais info de JPL)  

Telescópio Espacial Hubble
Lançado em abril de 1990; reparado em dezembro de 1993. O HST pode prover imagens e espectros por um período longo de tempo. Isto provê uma importante dimensão extra aos dados de alta resolução fornecidos pelas sondas planetárias. Por exemplo, dados recentes do HST dados mostraram que Marte está mais frio e seco que durante as missões Vikings; e imagens do HST de Netuno indicam que suas características atmosféricas mudam rapidamente.

Batizado em homenagem ao astrônomo americano Edwin Hubble.

Muito mais informações sobre HST e as imagens do HST estão disponíveis no Instituto de Ciência de Telescópio Espacial. As mais recentes imagens de HST são postadas regularmente.(Aqui é uma história breve do projeto de HST. Também há um pouco mais informação do HST no JPL.)  

Ulysses
Agora investigando as regiões polares do Sol (ESA/NASA). A Ulysses foi lançada pelo ônibus espacial Discovery em outubro de 1990. Em fevereiro de 1992, obteve um incremento gravitacional Júpiter que a tirou do plano da eclíptica. Completou agora sua missão principal de inspecionar ambos os pólos do Sol. Sua missão foi estendida para outra órbita de forma que ela possa também inspecionar os pólos do Sol próximo ao do ciclo máximo de manchas solares. Seu afélio é 5.2 UA, e, surpreendentemente, seu periélio é de aproximadamente 1.5 UA - -é isso mesmo, uma espaçonave de estudo solar que está mais longe do Sol que a Terra! Espera-se que ela forneça um entendendo muito melhor do campo magnético do Sol e do vento solar.

(Home pages da Ulysses no JPL e na ESA)  

Wind
Depois de seu lançamento em 1º de novembro de 1994, o satélite Wind da Nasa ficará em um ponto vantajoso entre o Sol e a Terra, dando aos cientistas uma oportunidade sem igual para estudar o enorme fluxo de energia e momento conhecido como vento solar.

A principal meta científica da missão é medir a massa, momento e energia do vento solar que de alguma maneira é transferido no ambiente espacial ao redor da Terra. Embora muito tenha sido aprendido em missões espaciais anteriores sobre a natureza geral desta enorme transferência, é necessário colher muita informação detalhada de várias regiões estratégicas do espaço ao redor da Terra antes que os cientistas entendam os modos pelos quais a atmosfera do planeta responde às mudanças no vento solar.

O lançamento também marca a primeira vez que um instrumento russo voará em uma espaçonave americana. O Espectrômetro de raios gama Konus, fornecido pelo Instituto de Ioffe, Rússia, é um dos dois instrumentos na Wind que estudará as rajadas de raios gama cósmicos, em lugar do vento solar. Instrumentos franceses também estão a bordo.

No princípio, o satélite terá uma órbita em forma de oito ao redor da Terra com a ajuda do campo gravitacional da Lua. Seu ponto mais afastado da Terra será de 990.000 milhas (1.600.000 quilômetros), e seu ponto mais próximo será de pelo menos 18.000 milhas (29.000 quilômetros).

Depois na missão, a espaçonave Wind será colocada em uma órbita de halo especial no vento solar da Terra, a uma distância específica que permita a Wind permanecer para sempre entre a Terra e o Sol (aproximadamente 930.000 a 1.050.000 milhas, ou 1.500.000 a 1.690.000 quilômetros, da Terra).  

Programa Mars Surveyor
Lançada de um transportador descartável Delta II do Cabo Canaveral, Fla., no dia 7 de novembro de 1996, a espaçonave está agora em órbita ao redor do Marte. A espaçonave circula o Marte uma vez cada duas horas, mantendo um órbita "síncrona com o Sol " que irá por o Sol em um ângulo padrão sobre o horizonte em cada imagem e permitirá que a luz do meio da tarde projete sombras de tal modo que as estruturas da superfície sobressaiam. A espaçonave levará uma parte dos instrumentos da Mars Observer no compartimento de cargal e usará estes instrumentos para adquirir dados sobre Marte durante um ano marciano inteiro, o equivalente a cerca de dois anos aqui na Terra. A espaçonave será usada então como uma estação de retransmissão de dados para sinais dos módulos de descida dos EUA e internacionais e sondas de baixa altitude durante uns três anos adicionais.

(Home page de MGS de JPL; Missões planejadas de 1996 a 2003)  

Cassini
Orbitador de Saturno e sonda atmosférica de Titan. A Cassini é um projeto em conjunto NASA/ESA com o objetivo de realizar uma exploração do sistema de Saturno com o Orbitador de Saturno Cassini e a Sonda de Titan Huygens. A Cassini foi lançada a bordo de um Titan IV/Centaur em 15 de outubro de 1997.

(Home page daCassini no JPL; Home page da Huygens; outra página da Cassini no JPL)  

Prospector Lunar
Prospector Lunar, a primeira missão da NASA para a Lua em quase 30 anos, foi lançado em 6 de janeiro de 1998. Dentro de um mês começará a devolver respostas a perguntas existente há muito sobre a Lua, seus recursos, sua estrutura e suas origens.

(Bem-vindo à Lua, home page de Prospector Lunar); mais da NSSDC  

Stardust
Programado para lançamento em 1999 de fevereiro, a Stardust voará perto de um cometa e, pela primeira vez, retornará material da coma do cometa para Terra onde cientistas do mundo inteiro irão analisar as amostras. Programado para sobrevoar o Cometa Wild-2 em 2004, volta a Terra em 2006.

(home page)

(Todas as missões sem identificação são da NASA)

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Copyright © 1994-2014 by William A. Arnett; última atualização: 02/10/2010


Traduzido por Luis Gustavo Gabriel